Saturday, October 28, 2006

Boas lembranças de Jeri


Jeri é fantástica. E assistir o pôr-do-sol de cima da duna que leva esse nome é coisa sem palavras... Você sobe e fica lá do alto olhando meio bobo o cenário exuberante. Vira para um lado, vira para o outro. Respira fundo e prazerosamente algumas vezes, enchendo os pulmões de energia renovada. Depois caminha, brinca de deixar pegadas, desce correndo e se equilibrando, escorrega... Molha os pés na água e olha lá de baixo aquela montanha que muda de forma com o vento. Sente-se pequeno diante de tanta beleza e magnitude. Mas sente-se também parte dela. Na nova subida os músculos das coxas trabalham com afinco e você ri do seu despreparo físico. Quando lá no topo novamente, senta e recupera o fôlego para então ficar horas e horas conversando inspirado. Deita, se ajeita na areia e percebe que alguns dos intervalos de silêncio dizem mais que os preenchidos pelas vozes.

O vilarejo fica a aproximadamente 300 quilômetros de Fortaleza: Jericoacoara. Sem dúvida paixão à primeira vista. E os atrativos não ficam só por conta da extrema beleza natural de suas paisagens. A doce simplicidade e gentileza do povo também deixam suas marcas.

Todas as suas poucas ruas são de areia (coisa como 5 vias principais e no máximo umas 20 ruelas). Não tem caixas eletrônicos e a circulação de veículos motorizados é controlada. Até o início de 1998 a energia elétrica vinha de geradores. Hoje já existe uma rede elétrica subterrânea, que alimenta apenas as casas, mas por opção dos moradores, sem postes nas ruas para preservar a iluminação natural proveniente da lua e das estrelas. Realmente postes e fios não combinariam com o charme do lugar. Sua ausência fazem das noites de Jeri um espetáculo à parte.


Das pessoas que conheci por lá algumas marcaram mais. Mariana aparecia todas as tardes depois da escola vendendo cocada. Sabia que eu gostava das brancas e as separava pra mim. Era nesse momento que nós a adotávamos por algumas horas. Ficava ali na rede com a gente, contando suas descobertas e mostrava na mão pequena os 5 anos que tinha. Gostava de mexer no meu cabelo. Eu fazia trancinhas no dela, e ela orgulhosa mostrava que podia fazê-las no meu também. Disse que eu ficava muito bonita com as tranças e que precisávamos arrumar uma fitinha para amarrar na ponta. No nosso último dia por lá apareceu chorando, o que fez a despedida mais difícil. Nos contou que a mãe ficaria brava por ela ter vendido poucas cocadas. Aquilo nos machucou também.

João era menino para casar, 16 anos, corpo de atleta, inteligente e um perfeito cavalheiro. Era nosso guia local. Nos contou que dava aulas de natação em Jijoca e estudava à noite. Era fã da Deborah Bloch desde que ela apareceu em Jeri uma vez com o Olivier. Nos levou até Pedra Furada, abria os côcos pra gente e nos falava sobre causos da vila e de como o lugar mudava de dezembro a fevereiro. A cidade enchia, mas ele gostava do movimento, além de garantir a renda necessária para viver alguns meses, fazia com que ele conhecesse muita gente e aprendesse mais sobre o mundo.

As noites de Jeri, além de restaurantezinhos gostosos, têm dois clássicos: o Forró e a famosa Padaria Santo Antonio. O Forró abre praticamente todos os dias na alta temporada (acho que menos segunda), mas como era "baixa" tivemos que aguardar o sábado para conhecer. João foi conosco até lá, apresentou os amigos e nos fez companhia a madrugada toda. Quando fui pedir uma música para o "Dj" local, conheci Jaciara, que tomava conta da casa. No fim da conversa ganhei hospedagem para o verão, e emprego por toda a temporada. Era só eu aparecer por lá. A oferta foi tão graciosa, que mesmo fora dos planos me fez pensar na idéia. Por que não? Saindo do forró fomos conferir a padaria, que abre das 2h às 6h para atender notívagos com fome. Tem deliciosos pãezinhos de côco, de banana ou de queijo: tudo bem caseirinho e você é atendido pelo próprio “seu” Antonio. Demorou um pouquinho para sermos servidos, mas a espera não foi sentida. Aguardando nas mesas e sentindo o cheiro bom que vinha do forno à lenha, todos parecíamos primos esperando pelo bolo da vó. Nos distraíamos trocando dicas sobre os passeios. A chegada da fornada quentinha foi como uma benção, agradecidos comemos em silêncio e com sorriso no rosto. Ouvi dizer que o estabelecimento agora está à venda. Poxa, realmente uma pena, um dos melhores pontos de encontro da vila.

Fotos 1: by Dani e Deca

Fotos 2: www.santuarios.com.br

Wednesday, October 25, 2006

Amizade

Amigo é cúmplice, é aquele que contigo compartilha a vida, que te acompanha na jornada. Que te é ouvido, que é ombro, que é colo. Quem te ampara e quem te defende. Aquele que por ti nutre admiração, que te demonstra afeto. Teu amante. Aquele que te leva, que te busca e te devolve. Que por ti tendo amizade, permite ser quem és. O que ganha o primeiro pedaço de bolo, o primeiro feliz ano novo.

Ser que te cerca, que te ergue, que é teu caçador. Aquele que é cabeça, que é perna, que é coração. Quem por ti chora, quem contigo ri. Aquele que não te abandona, mesmo quando vai embora. Que te instiga, que te segue. Teu fiador. Que a ti confidencia, a ti envolve e a ti engole. Que te supre, que te limita, que te dá rumo, que te sacode. O que é presente mesmo à distância, e que o tempo não envelhece, renova.

Amigo é espelho, aquele para quem és forte, para quem és belo. Aquele que é olhos, que é mãos, que é abraços. Quem contigo troca olhares, quem a ti entende. Aquele que te fala verdades, que de ti nada esconde, que em ti confia. Teu mentor. Que te aguenta, te sustenta, te acomoda. Aquele de quem gostas, de quem és querido. O que não te deixa cair, o que é firme com palavras doces.

A quem és o favorito, o protetor, o aliado. Aquele que te infla, que te suga, que te eleva. Quem por ti ora, quem por ti vela. Aquele que a ti ensina, que contigo aprende, que te registra. Teu retrato. Que a ti assiste, que insiste, que persiste. Aquele que te comemora, que te devora e condecora. O que está sempre ao teu lado, onde quer que esteja, ora mestre, ora aprendiz.

AMO MESMO VOCÊS!!!!!!!

Foto: original from Image Source - Getty Images

Friday, October 20, 2006

Carta do leitor

"Dani, não tô entendendo nada, me explica???? please! boiei total. primeiro, o que é um blog? segundo, o que vc tem a ver com ele? tudo que tá lá foi vc que escreveu? me conta, vai?! tudo? será que ainda te conheço? sei de você? precisamos sair hj urgente!"

Amei!!!!! hahah, vamos nos ver... urgente!!!!


Thursday, October 19, 2006

Palhaços sem fronteiras

Ontem, no Itaú Cultural, a mesa 3 de debate no evento Antídoto teve o tema: "A ausência do verbo brincar: crianças armadas".

Como convidados para discutir a questão, estavam presentes Shai Schwartz - ator, dramaturgo e contador de histórias - e Tim Cunningham - integrante da organização humanitária Palhaços sem Fronteiras, com ações em zonas de conflito em todo o mundo.


Na pauta, os graves resultados do "amadurecimento" precoce das crianças que vivem em zonas de conflito. Forçadas a deixar o ritmo natural de crescimento e descobertas, elas passam a reproduzir comportamentos inadequados à infância.

Com o lema "No child without a smile" (Nenhuma criança sem um sorriso), os Palhaços sem Fronteiras, surgidos na Espanha, em 1993, levam diversão e esperança a milhares de pequenas vítimas da violência no mundo.

Entrevistado por Marco Aurélio Fiochi, em matéria para a revista do Itaú Cultural, Tim Cunningham, 28 anos, conta um pouco da sua experiência com esse trabalho:

"Em julho passado, viajei para a Suazilândia com uma outra organização de justiça social, a Wndsor Mountain International. Levei um grupo de alunos do ensino médio para um orfanato em Mbabane, onde já havíamos apresentado alguns shows de palhaços e realizado workshops. Quando cheguei, fui rodeado de crianças que se lembraram de mim e realizaram o show que eu havia apresentado para elas havia alguns meses. Na verdade, acho que elas foram mais engraçadas do que nós! As crianças atuaram para mim com tanta alegria e energia, era possível ver como a experiência que havíamos compartilhado com elas foi transformadora. Muitas das crianças também aprenderam os princípios básicos de malabarismo quando a CWB-EUA esteve lá pela primeira vez. Outras estão se tornando malabaristas capazes e não têm medo de apresentar seu talento."

Quando questionado sobre o papel do palhaço e se ele pode mudar o mundo, responde:

"Oxalá! Mas, infelizmente, não. Os palhaços não podem consertar o mundo. Pelo menos, não sozinhos. Eu acredito que os palhaços, com a ajuda de médicos, advogados, enfermeiras, políticos, encanadores, motoristas de táxi, músicos, lavadores de louça, podem fazer algo para melhorar o mundo trabalhando em conjunto. Há muito a ser realizado, e esperamos estar fazendo a nossa parte para melhorar as coisas neste planeta. Talvez a luz que oferecemos inspire outros a criar algo que é único para seu próprio ser, de forma que eles também possam ajudar a melhorar o mundo. Usamos esperança, sonhos, diversão e boa-fé para oferecer alegria a todos."

Apoiadíssimo, Tim!!!

Veja + da entrevista

Na foto: Cunningham e os "Palhaços sem Fronteiras" em Kwazulu-Natal, África do sul) - by Ellen van den Bouwhuysen

Tuesday, October 17, 2006

Cultura e Conflito

O evento multidisciplinar Ruas, promovido pelo Itaú Cultural neste mês, abriga o Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, realizado em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro. O fórum de discussão, que vai de 17 a 20/10, conta com a presença de pensadores e atores sociais da Colômbia, Estados Unidos, França, Israel, Líbano, México, Peru e Sérvia, além de representantes brasileiros.

O objetivo do seminário é ressaltar o papel da cultura e da arte como antídoto para os conflitos sociais, econômicos, étnicos, religiosos. Elas podem e devem fazer parte de qualquer iniciativa de intervenção em situações de risco humano, em complemento a ações sociais, medidas econômicas ou de infra-estrutura, já que trabalham com a transformação das pessoas por meio da subjetividade, da criatividade e do despertar de habilidades que ampliam seus horizontes.

Veja a programação


Mestre Xue Cheng

Hoje no fim da tarde fiquei lendo alguns jornais pela internet para me atualizar do mundo pós-feriado. Depois de absorver centenas de novas informações e descartar outras centenas de bobagens que não me serviam pra nada (fazendo questão de ressaltar as centenas de bobagens deliciosas também! hihih), me deparei com esta nota:

Mestre Budista chinês adere ao fenômeno dos blogs

O blog do mestre Xue Cheng, o primeiro de um monge budista chinês, vem ganhando crescente popularidade no país desde seu lançamento, segundo a agência oficial Xinhua. Mestre Xue, vice-presidente da Associação Budista da China, decidiu unir-se em fevereiro passado aos 17,5 milhões de chineses que utilizam um blog (diário virtual). Sua página já recebeu 290 mil visitas.

"Estava predestinado a abrir o blog", afirmou Xue Cheng numa entrevista ao portal Chinanews. Em seu blog, o mestre publica fotos, mantém um registro das atividades religiosas de que participa e discute as doutrinas de Buda com os internautas.


Leia a matéria completa

Fiquei um tempinho pensando em Xue Cheng redigindo seu blog. A interação com seus alunos pela rede, a experiência e as decorrências da comunicação. Ainda não achei o endereço para fazer uma visitinha (ainda que esteja escrito apenas em chinês), se alguém achar me avisa.

Curioso como as pessoas estão sempre em busca de algo, como elas querem "trocar"! Trocar experiências, trocar confidências, trocar perguntas, dúvidas, carinho... Claro que nada substitui a presença física, o calor humano, o olhar. Mas quando não é possível, outras formas de comunicação fazem essa ponte para a troca. Quantas vezes um simples bilhete, uma foto, um e-mail foram o suficiente para passar o recado e já fizeram a gente se emocionar? Distâncias são sempre relativas.

E, amigos blogueiros, nessa coisa de destino e de acaso, será que também estávamos predestinados a abrir nossos blogs?? rs...


Monday, October 16, 2006

Da sua essência...

"Você sabe que sua participação vai fazer muita diferença. Não pela clareza de seu julgamento, por sua nobreza e justa capacidade de decidir, mas sim pela luz e calor que emanam da sua essência. Claro, é possível e provável que eles acabem encontrando o caminho sozinhos, mas seu afeto é toque vital, tudo significando, redimensionando o viver."

Ouvi isso um ano atrás, mais ou menos. Chorei e sei que nunca vou esquecer. Trazer esse sentimento todo hoje, de novo, pelas linhas despretensiosas da Amanda, que nem sabe para quem está escrevendo, foi de matar. Vocês acabam comigo, assim... Obrigada, amigo, você sempre está me ouvindo, né?! Ôo, paciência! Vou continuar me esforçando para retribuir. :)


Bolinhas de gude

Pausa para brincar. Lindas, lindas, lindas! E essas nossas amiguinhas fazem parte da brincadeira há muuuito tempo. Pedras semipreciosas em formato de bolinha foram encontradas em túmulos de crianças que viveram há cerca de 3.000 anos no Egito. E vocês sabem de onde vem o nome "gude"? Gude era o nome dado pelos romanos às pedrinhas lisas e redondinhas encontradas no leito dos rios. Na ilha grega de Creta, as crianças jogavam com pedrinhas de ágata ou jaspe em 1435 a.C.. Provavelmente seu uso foi difundido pelas legiões conquistadoras do Império Romano. O jogo era tão popular entre as crianças de Roma que o imperador César Augusto chegava a parar na rua para assistir a alguns desafios.

Acredita-se ainda que o jogo tenha nascido nas eras pós-neolíticas e surgido em vários grupos culturais. Atendendo a uma necessidade lúdica dos povos primitivos, estes faziam as bolinhas com pedra, argila, madeira ou osso de carneiro.

Em inglês são chamadas de marbles e em francês, billes. Tenho uma caixinha delas para brincar aqui em casa. :)

Fontes: O Guia dos Curiosos e http://www.educacaopublica.rj.gov.br

Fotos: from Purestock, Adam Gault and Nicholas Evans (in this order) - Getty Images


Tuesday, October 10, 2006

Futuro


"Um dia os Estados Unidos assinarão o Protocolo de Kyoto (que limita as emissões de gás carbônico dos países) ou algum outro tratado importante. Aí, então, as pessoas terão de pensar duas vezes. Agora as pessoas de outros países se sentem bem com seu padrão de consumo, em parte porque contrasta com o dos americanos. Quando nós mudarmos, todos precisarão ter certeza de que estão fazendo o suficiente. Essa é outra razão para que os Estados Unidos se unam à comunidade mundial. Só então o mundo poderá seguir adiante na próxima rodada de grandes mudanças."

Al Gore, em entrevista à Revista Época - Edição 437 de 02/10/2006

O mundo carece urgente de exemplos. Alguém se habilita?

Foto: original by Muriel de Seze - Getty Images / art by dani


"Uma Verdade Inconveniente"

Esse é o nome do documentário estrelado pelo vice-presidente dos Estados Unidos na gestão Bill Clinton (1993 a 2001), Al Gore (ou ex-futuro presidente dos EUA, como ele bem-humorado brinca no trailler que vi há algumas semanas). No Brasil, o filme começa a ser exibido em novembro.

Ficha Técnica
Título Original: An Inconvenient Truth
Tempo de duração: 100 min
Ano de lançamento (EUA): 2006
Site Oficial: www.climatecrisis.net
Direção: Davis Guggenheim

O político-ambientalista mostra no documentário o conteúdo das palestras que vem realizando pelo mundo. Baseado em estudos científicos, utiliza imagens impactantes – como o derretimento das geleiras que cobriam os montes Himalaia e Kilimanjaro – e simula prováveis danos futuros – como a elevação no nível dos oceanos e conseqüente inundação de áreas populosas em todos os continentes. Al Gore ressalta a necessidade urgente de governos e pessoas adotarem hábitos de consumo responsáveis e não esconde sua frustração com a inércia da população mundial diante dos alertas do ambiente, em especial dos Estados Unidos, um dos maiores poluidores do planeta. Por outro lado, afirma ter fé no poder da comunicação para promover mudanças de mentalidade, essenciais para reverter os prejuízos ambientais.

O democrata é incisivo ao dizer que a ameaça colocada pela degradação da natureza é tão séria quanto a imposta pelo terrorismo e que seu enfrentamento depende essencialmente de vontade política e compromisso moral. Soluções existem e se encontram ao alcance das mãos. Afirma também que não existe dicotomia entre economia e preservação do ambiente, e apresenta sugestões práticas de atitudes individuais, como o uso de carros híbridos e de transporte público.

Al Gore, após ser derrotado por Bush (filho) em polêmica disputa pela presidência dos Estados Unidos em 2000, passou por um período de recolhimento, no qual retomou seus estudos sobre o meio-ambiente. Nos últimos meses, porém, volta ao centro dos holofotes como uma das personalidades mais respeitadas na luta contra o aquecimento global.

Teremos, inclusive, sua presença em São Paulo, no próximo dia 17 de outubro, participando como convidado de honra da 24ª edição do Prêmio Eco, realizado pela AMCHAM, no Auditório Ibirapuera.
www.premioeco.com.br

(Bom, parece que em matéria de "verdades inconvenientes" e "inércia" estamos craques. É bom começarmos a nos mexer!)




Monday, October 09, 2006

Quem sabe?

Mesmo em dias de noites nubladas, sabemos que a lua cheia está lá... Encontros inusitados nos fazem pensar, aqui embaixo, nas coincidências e sincronicidades que nos cercam na vida. Como pode ser o acaso tão certeiro?? O alcance do nosso livre arbítrio parece ser um tanto diferente daquele que nossa cultura e sociedade costumam ensinar. Ingenuidade ignoramos a sabedoria do universo. Hummm, na minha condição de aprendiz, já deveria ter me acostumado, mas... estou surpresa mais uma vez!

Well, quem sabe? :)

E meu horóscopo de hoje, by Amanda Costa:

"Quem sabe, finalmente, o pessoal entende suas razões... Um dia a ficha tem que cair. Pode ser hoje, pode ser amanhã, mas não aposte sua vida nisso. Você abriu o jogo, deu todas as cartas e ainda um coringa de lambuja. Deixe que se virem, que se mexam. Desencanar é difícil? Tente. Seu espírito merece continuar livre, seguindo leve o seu caminho."

Na mosca, Amanda! Outro "quem sabe?" pra mim. Essas linhas me dizem muuuita coisa. Ai, ai... quanta coisa para aprender.


Foto: original by Grant Faint - Getty Images / art by dani


Plutão

Falando em Astrologia, um lembrete: "Plutão simboliza os processos de transformação, reformulação e eliminação, estando vinculado ao poder, dentro e fora de nós. Quando canalizado positivamente, expressa imensa capacidade de criação e renovação. Canalizado negativamente, manifesta-se através da destruição, da violência, das atividades terroristas, do crime organizado, do autoritarismo e abuso do poder."

Lembrei pela Amanda hoje, que a órbita de Plutão ao redor do Sol é de 247,69 anos, o que significa que transita por aproximadamente 20 anos por cada signo. Assim como Urano e Netuno, também muito distantes do Sol, marca sua energia por largos períodos de tempo, caracterizando uma época e toda uma geração. Atualmente (e até 2008), Plutão transita pelo signo de Sagitário, refletindo-se em mudanças radicais dos conceitos e valores religiosos e morais, da política e das relações internacionais, assim como em uma intensa busca do sentido das coisas, em todos os âmbitos.

Humm... então desde 1988 estamos nessa?

E em 2008: mudanças! Plutão vai para Capricórnio.

Tuesday, October 03, 2006

Mushaboom


E domingo foi dia também de ficar ouvindo Mushaboom, da Feist (a canadense Leslie Feist - Album Let It Die). Essa musiquinha gostosa foi tema de um comercial da Lacoste (perfume Essential - The new fragrance for men, rs...) - acho que ainda passa na TV - mas não tinha idéia de quem cantava até que meu amigo Guzman deu a dica. Ouvir no comercial chamou a atenção, ouvir a música inteira depois foi uma delícia, prestar atenção na letra foi uma gostosa reflexão... :)

"Helping the kids out of their coats
But wait the babies haven't been born oh oh oh
Unpacking the bags and setting up
And planting lilacs and buttercups oh oh oh
But in the meantime I've got it hard
Second floor living without a yard
It may be years until the day
My dreams will match up with my pay
Old dirt road (mushaboom)
Knee deep snow (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Old


I got a man to stick it out
And make a home from a rented house oh oh oh
And we'll collect the moments one by one
I guess that's how the future's done oh oh oh
How many acres how much light
Tucked in the woods and out of sight
Talk to the neighbours and tip my cap
On a little road barely on the map
Old dirt road (mushaboom)
Knee deep snow (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Old
Old dirt road
Rambling rose (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Well I'm sold ...
Oh oh oh oh oh oh...
Oh oh oh oh oh oh...
"

O clipe eu ainda não tinha visto! Acabei de achar no YouTube:




Cinema e aspirinas

Domingo não foi só dia de eleições, foi também dia de "Cinema, Aspirinas e Urubus".

Maravilha ver o cinema brasileiro com tantas produções. Este aqui, um filme simples, mas que revela com magia um encontro e os laços de amizade que surgem entre Johann, um alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, e Ranulfo, um brasileiro que sonha em fugir da seca nordestina e chegar ao Rio de Janeiro. Assistam!

Monday, October 02, 2006

Alguns resultados de ontem

Entrei e saí do meu colégio eleitoral em 4 minutos, sem filas, sem confusão, sem contratempos. Feliz também porque nas últimas 3 eleições fui mesária, chegava lá às 07h15 e só saia 17h30, rs... Não que eu achasse o trabalho ruim, não achava mesmo. Adorava tomar conta da urna, ver as senhorinhas de mais de 80 fazerem questão de votar, a esperança das pessoas, as crianças se divertindo ajudando os pais a apertarem as teclas, ajudar com um sorriso e um gesto de compreensão os mais revoltados a se acalmarem. E depois imprimir trocentas vias das "zerézimas", assinar todas e fechar a seção (zerézima é um tipo de "extrato" com o resultado dos votos). O chato era apenas perder um domingo livre. Mas em todas as vezes eu vi a mesma eficiência. Isso era de dar orgulho. Conferi com amigos e os relatos foram de organização e agilidade, pelos jornais vi que esse mesmo cenário tranquilo se repetiu em todo país. Mais: ainda ontem à noite tivemos os resultados da apuração. Temos de reconhecer, nesse ponto estamos de parabéns.

Agora, os resultados:
Presidente: teremos segundo turno! Ufa, fiquei contente. Pelo menos oportunidade para se discutir propostas, cobrar respostas e ações, averiguar investigações, e quem sabe algum verdadeiro DEBATE! No mínimo conseguimos com que as pessoas sejam obrigadas (se não o fizeram até agora) a refletir um pouco mais sobre seus atos. Atos têm consequências, engraçado como muitos se esquecem disso...

Governador em SP: Serra. Não vi o que pensar de diferente neste momento, só rezo para que ele se cerque de uma equipe competente e que consiga desenferrujar um pouco a máquina, não deixando os velhos vícios do sistema atrapalharem demais a construção. Acredito que ele tem potencial pra isso (apesar de estar um tanto viciado também). Mas... vamos rezando (bastante)!

Destaque para as eleições na Bahia: vitória do PT em cima da hegemonia do PFL de Antonio Carlos Magalhães. Uau... que bom! Mas não conheço nada desse Jaques Wagner, alguém sabe dessa figura? Só sei que foi Ministro de Estado do Trabalho e Emprego do governo Lula, e é amigo pessoal dele. Bom, os militantes estão comemorando com axé music. hihih...

Senador por SP: Suplicy, de novo. Votei nele. Não tão segura quanto já votei antes, mas gostaria que ele tivesse oportunidade de ajudar nesta nova fase que estamos entrando. Querido, fale mais alto! Brigue, lute pelo que você acredita!

José Sarney reeleito pelo AP (nossa, mas ele não é do Maranhão?? pois é, o danadinho foi pro Amapá para conseguir ser eleito, parece que tá dando certo a jogada dele). E olha lá quem vem de novo também: COLLOR no Senado por Alagoas, curioso não só pelo histórico dele, mas porque ele entra na vaga de Heloísa Helena. Cada uma...

Deputados Federais: gente, aqui fiquei surpreendida. Caramba, Maluf o mais votado??? Ai, ai... Valdemar Costa Neto, Clodovil, Frank Aguiar! Esse Congresso vai ser engraçado...

Deputados Estaduais: puxa, nós não sabemos quase nada desse pessoal. Complicado, não? O que era aquele horário eleitoral na TV?

Bom, como regra geral e FUNDAMENTAL, devemos nos informar mais e sempre, e eles também devem se comunicar mais conosco. Vi no site www.votoaberto.com.br a idéia de um tipo de "extrato parlamentar" periódico. Brilhante! Seria muito mais fácil acompanharmos nossos deputados se tivéssemos acesso a um boletim resumido com as principais ações, as propostas apresentadas, posição nas votações, presença nas sessões. Ótima ferramenta!