sexta-feira, janeiro 22, 2010

força



"Fomos ensinados a sermos ativos e masculinos por natureza, sair e arranjar um emprego, ter controle sobre nossas vidas. Ensinaram-nos que o nosso poder reside nisso. Achamos que somos poderosos por aquilo que conseguimos e não pelo que somos. E aí ficamos presos numa armadilha: sentimos-nos incapazes de conseguir algo até conseguirmos. Se alguém nos sugere que é melhor deixar rolar e relaxar, ficamos histéricos. Não conseguimos ser espontaneamente passivos.

A energia passiva tem suas próprias forças. Poder pessoal é resultado de um equilíbrio entre as forças masculinas e femininas. A energia passiva sem a ativa torna-se preguiçosa e a ativa sem a passiva torna-se tirânica. O problema é que aprendemos a respeitar a energia ativa por termos aprendido que a vida foi feita para os lutadores. Com isso criamos uma mentalidade guerreira e estamos sempre lutando por algo: pelo emprego, por dinheiro, pelo relacionamento, para sair do relacionamento, para fazê-los entender, para fazê-los dizer, para fazê-los ir embora. Ou seja, nunca largamos nossas espadas!

O local feminino e rendido em nós é passivo. Não faz nada. O processo de espiritualização em ambos os sexos é um processo de feminilização, de acalmar a mente. A consciência feminina exerce seu poder através da atração e não da atividade.

Quando nos referimos a Deus como Ele, a humanidade toda torna-se ela. No relacionamento correto entre os princípios o feminino se rende ao masculino. Rendição não é fraqueza ou perda, é uma poderosa não-resistência. Através da abertura e receptividade da consciência humana, o espírito pode impregnar nossas vidas, a fim de lhe dar uma direção. Maria simboliza o feminino dentro de nós, que é impregnado por Deus. O feminino permite que esse processo aconteça e se completa ao se render a ele. Não se trata de fraqueza da parte dele, mas de força."

estudo sobre "Um Retorno ao Amor" - Cap. IV
de Marianne Williamsom


é preciso muita coragem para andar por aí sem escudo e sem espada.
e só quando fortes conseguimos nos render.
(pega no estômago, não?)


foto: por Darcy Dellera - Flickr

2 comentários:

Janaina. disse...

comentei sobre isso em um post meu. O mundo nos exige para que sempre estejamos em constante corrida, se nós paramos por algum minuto (baixamos a guarda defensiva) nos são tirados como loucos. A vida exige sempre nossa prontidão. E é a mais pura verdade, forte são aqueles que andam sem as armaduras... belo texto...bjos!

Dani disse...

Oi, Jana! Pois é, e é bom estarmos atentas, aprendermos a caminhar sem correr, viver sem tantas defesas e tantos ataques. Talvez seja questão de treino, quem sabe? Beijos