sábado, abril 24, 2010

não silencie

"...Se desejarem ser úteis, nunca tomem um rumo que os silencie. Recusem aprender qualquer coisa que implique conivência, seja uma secretaria ou um sacerdócio, um honorário legal ou uma cátedra na universidade. Mantenham o poder de falar não importa que outro poder possam perder. Se puderem seguir esse rumo, e enquanto o seguirem, vocês serão uma bênção para este país. Se vocês se afastarem desse caminho se tornarão carrascos desencorajadores, mudos e encapuzados.

Como questão prática, omitir-se simplesmente em ocasiões em que nenhuma opinião é pedida ou esperada de vocês, ou levantar uma suspeita não declarada, os tornará cúmplices duma iniqüidade palpável. Tentem levantar uma voz que seja ouvida daqui até bem distante e observem o que surge para abafar o som. Não é um sargento alemão nem um policial russo. É a nota de um amigo de seu pai oferecendo-lhe um lugar em seu escritório. É o aviso para que pense na polícia secreta. Porque, se qualquer um de vocês, jovens senhores, quiser se fazer ouvir a milhares de quilômetros de distância, terá de fazer uma fogueira de sua reputação e se tornar um inimigo próximo de muitos homens que lhe desejariam o bem.

Já testemunhei dez anos de jovens que se lançam ao mundo com suas mensagens e que quando descobrem como o mundo é surdo pensam que têm que poupar forças e esperar. Acreditam que em breve serão capazes de alcançar alguma pequena eminência da qual possam se fazer ouvir. "Daqui a alguns anos", raciocinam eles, "terei obtido uma posição e então usarei meus poderes para o bem." Chega ano seguinte e com ele uma estranha descoberta. O homem perdeu seu horizonte de pensamento. Suas ambições se evaporaram; ele não tem nada a dizer. Dou-lhes esta única regra de conduta. Façam o que quiserem, mas falem sempre. Sejam isolados, sejam odiados, sejam ridicularizados, sejam ameaçados, duvidem, mas não se deixem calar."


John Jay Chapman, discurso de formatura para a turma de 1900 do Hobart College.
Do livro Manifesto da Economia Digital (Levine, Locke, Searls, Weinberger)

via IVE

há muitas formas de se falar.
não sou das revoltas barulhentas, dos gritos, de se usar de qualquer tipo de violência para se expressar.
claro que vez ou outra sai alguma coisa às avessas, mas porque escapa
por escolha, dou voz ao coração.
não é fácil, mas vale à pena.
a mente por muitas vezes é tirana, míope, e as emoções nos arrastam pra lá e pra cá.
já o coração, o coração em paz, ah.... este é sábio.

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